Boas-vindas!

Amigos e amigas,

Após uma agradável experiência com troca de idéias por e-mail, decidi criar um espaço onde pudéssemos fazer essa troca de modo acessível a todos e assim aprendêssemos mais uns com os outros.

Por essa razão, posto aqui textos e vídeos sobre temas que despertem o nosso interesse, nossa vontade de aprender e nossa necessidade de mudança, com o desejo de que seja agradável e enriquecedor para todos.

Abraço!

Célia

domingo, 22 de agosto de 2010

A Escolha da Profissão

Muitos adolescentes têm enorme dificuldade para escolher sua futura profissão. Independentemente das limitações atuais do mercado de trabalho, é complicado decidir hoje a área em que se vai atuar daqui a 5 ou 6 anos. Alguns já definiram sua preferência, mas a maioria ainda continua confusa. Parece que, quanto mais opções há, maior é a dificuldade de escolha.

Ajudaria muito fazer um autoquestionamento sobre a relação entre o tipo de personalidade e a sua correspondente área de estudo. Neste texto, subdivido as áreas em humanas e exatas, caracterizando as pessoas em mais sensíveis ou mais racionais. As mais sensíveis, movidas por uma dinâmica mais emocional, devem procurar as áreas humanas, que podem ser:

Biológicas – se gostarem de doentes, de sangue, de cuidar dos outros e de ter afinidade para atender aos pacientes;
Psicológicas – se souberem ser empáticas, ouvir as pessoas, ajudá-las com seus problemas e ter bom senso;
Publicidade e propaganda – se tiverem sensibilidade e espontaneidade para criar, e gostarem de ler e escrever;
Arquitetura – se tiverem ao mesmo tempo criatividade, bom gosto e intimidade para lidar com espaços e formas;
Sociologia – se tiverem convicções políticas e sociais;
Antropologia – se desejarem buscar raízes familiares e históricas;
Direito – se gostarem de ler, escrever e souberem argumentar para defender causas e/ou pessoas;
Teatro, televisão e cinema – se forem narcisistas e gostarem de representar outros papéis.

Quem possui características mais racionais que emocionais tem mais chances de se encontrar nas áreas exatas. Entre elas:

Mercado financeiro – se gostar de trabalhar com economia, administração de negócios e finanças em geral;
Engenharia geral – se gostar de cálculos e construção;
Computação – se gostar de informatizar a própria vida;
Comércio – se tiver “feeling” (tino comercial) para negociar.

Os profissionais liberais e empresários, por sua vez, são pessoas que têm a si mesmas como chefe. Precisam, principalmente, das seguintes características psicológicas: liderança, disciplina, auto-estímulo, empatia, autoproteção e habilidade para o atendimento a clientes.

Apesar desta auto-análise, precisamos ter em mente que a escolha poderá mudar durante a carreira, porque o mundo está cada vez mais dinâmico e nossas buscas por realização também.

Infelizmente, o desencontro não é privilégio dos jovens. O mercado está cada vez mais apertado e competitivo, o que exige um conhecimento maior em assuntos diferentes e línguas estrangeiras. Hoje é muito comum pessoas acima dos 40 anos voltarem para a faculdade, tentando uma área nova ou complementar à sua.

O grau de insatisfação é muito grande. Após anos de trabalho e dedicação, amargamos a frustração de nos encontrarmos no início de tudo, com a consciência de que não somos nós os responsáveis por isso e, sim, a conjuntura econômica atual. O importante é estarmos atentos e abertos para estas mudanças internas, em qualquer tempo. O pior da insatisfação é a estagnação e a acomodação.
Flávio Gikovate - Outubro/2000
Veja a lista completa de artigos no site www.flaviogikovate.com.br

Um comentário:

  1. Posto o texto sobre a escolha da profissão com o intuito de divulgar critérios que devem ser considerados pelo indivíduo nesse momento crucial de sua vida.
    Tenho observado que nossa educação formal não nos prepara para percebermos e escolhermos a área profissional que esteja de acordo com nosso jeito de ser, nosso potencial, nossas habilidades e, acima de tudo, nossa inclinação natural, também chamada de vocação!
    É difícil ter que escolher praticamente do nada e acertar na escolha, pois que a decisão em geral é feita com base em elementos mínimos e insuficientes!
    Algo que é tão importante para toda o desenrolar da vida do indivíduo... e é tratado sem maior importância pela família, pela escola e pela sociedade como um todo!
    O resultado?! Esse que temos visto! Uma sociedade deficitária, cheia de profissionais insatisfeitos, infelizes e que trabalham de maneira mecanicista e sem criatividade, sem ânimo! Mesmo os referenciais de sucesso apresentados por esse modelo cultural já não satisfazem, seja aquele que se questiona sobre o assunto, seja aquele que não consegue nem entender conscientemente o vazio que essa falta de essência lhe traz!
    Creio que o futuro será movido por valores mais ligados à essência do indíviduo, à sua subjetividade, também porque a sociedade precisará cada vez mais de trabalho criativo e de qualidade nos serviços prestados.
    Sobre esse tema recomendo com satisfação a obra "O Ócio Criativo", de Domenico de Masi.
    Enquanto esse futuro não chega em sua plenitude, vamos preparando a sua chegada através das mudanças de padrões necessárias e indispensáveis desde hoje!

    Abraço a todos!

    Célia

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